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O racismo existe.
Você pode não ver, achar que está tudo bem, ter um chefe negro, e etc, mas o racismo ainda está aí. A nossa porta.
Porém, o racismo, assim como tudo mais que nasceu antes do século passado, toumou novas formas. Hoje, o raciso é lobo em pele de cordeiro. E este lobo tentou me comer.
A história foi assim:
Eu estava num evento beneficiente de minha cidade, a um certo tempo, quando foi sugerido por um certo número de pessoas dar um presente de dia das crianças para as crianças carentes do prjeto. Eu aceitei. Tudo bem até aí.
Um pouco antes do dia das crianças, eu ainda não havia comprado um presente a minha "filha adotiva", uma linda jovenzinha negra, de 12 anos de idade, e fugida de casa por maus-tratos. Saí, passeando com dois colegas da ONG (lógico que era uma ONG... onde ja se viu prefeitura ou governo do estado fazer alguma coisa por crianças carentes?), que, por um acaso, que nem eu sabia, não se batiam...
Achei uma boneca, bonitinha até, mas a colega nº1, defensora afincada dos direitos dos afro-descendentes, olhou com uma cara estranha p/ a boneca, e disse:
"Essa não! Pega aquela outra!!!"
Pensando que talvez ela tivesse vvisto qualquer defeito no brinquedo que eu não havia notado, logo peguei a outra. Eram exatamente iguais, com apenas um mísero detalhe. A que eu tinha pego era branca. Essa, negra.
Bem, tudo bem né? Nada a ver, as bonecas eram bonitinhas, e eu achava que a menina ia se divertir.
Eis que o colega nº2, um liberal intelectual, pergunta, com uma cara igualmente estranho:
"por que essa e não aquela?"
então, a nº1 salta:
"Ué. Por que essa ela deve gostar mais!"
o nº dois, coloca, como quem coloca veneno escondido no copo de um adversário, sem chamar a atenção, a frase:
"Mas as duas são a mesma coisa"
A qual, a n°1, caindo no golpe, revela:
"Não são não. Essa é negra."
Taí.
Eis o que esta engasgado em mim até hoje. Qual a diferença?
perguntei isso lá. Me arrependi logo depois.
"Poxa cara! - fala a nº1 - É lógico que essa boneca é mais bonita! Olha a corzinha dela! A mocinha vai amar!"
E o nº 2, começa a maldita e predefinida discussão:
"Ei! Nada a ver!!! A boneca branca é tão bonita quanto!!!"
Aí, começou a discursão. A nº1 começou com um papo anti-racismo, que o n° 2 não sabia como a vida da menina era, quais os problemas que ela passava por ser de cor, que deveria aprender a ter orgulho da cor, etc etc...
O nº 2 falava que pensar que dar uma boneca de uma cor ou de outra não afetava em nada, que esse papo da nº 1 era muito radical, que ela queria era um apartheid dos brancos, e por aí vai...
E eu no meio.
Encucado... pois eu não estava entendendo o porque da discussão.
Tipo, as duas bonecas eram bonitas, as duas bonecas estavam em boas condições, não importava qual fosse, a menina que ia receber, ficaria hiper feliz, enfim, tudo para a garota daria certo...
até que eu entendi.
Eles não discutiam pela menina. Discutiam por si mesmos.
A nº1 entendia que qualquer pessoa da "raça negra" - o que, hoje, eu considero uma definição um tanto quanto absurda, dizer que alguém pertençe a uma raça! Se tem alguma raça no mundo, é a humana, ora pois. - não pode se "manter distante das raizes"... O que, de uma certa forma, me fazia lembrar, sim, um apartheid, onde os brancos não queriam se misturar com a cultura negra.... e tudo aquilo saindo da boca da nº1
E o º2, coitado, parecia viver no castelo da xuxa, onde tudo é lindo e maravilhoso, os duendes correm livres, os passaros piavam maravilhosamente e cantavam canções da branca de neve, e que o racismo era apenas uma história didática de terror....
E ninguém lembrava do real motivo de comprar a boneca... que, não era por orgulho de raça, de fazer ela entrar em maior contato com um mundo miscigenado de ou qualquer coisa do gênero...
Era só uma boneca...
E aí vive nosso preconceito. Hoje, somos raças. Somos todos culturas e preceitos que, apesar de se enxergarem mutuamente todos os dias, tem medo de se misturar para não se contaminar, um com o outro... Não importa em que cultura seja procurada, essa vai ser a verdade.
Temos racismo com a própria raça humana. Nós não conseguimos mais viver bem conosco. Então, ou:
a) viramos radicais, e atacamos de frente qualquer coisa diferente ou que não nos convém; ou
b)Ficamos numa redoma de vidro, rezando para que seja forte o suficiente, para que, depois que o mundo se destruir, nos possamos colocar nossas cabecinhas do lado de fora, e viver no que sobrar.
...
Que coisa "^~^
....
e caso você se pergunte oq ue eu escolhi no final...
na dúvida...
...
Eu comprei um livro ^-^

criado por lecafard
20:26:32Eu fui uma criança inteligente....
(bem, pelo menos minha mãe sempre me disse isso, então, não tenho porque duvidar dela ; D)
Inteligente o suficiente para me dar mal com essa inteligência.
Tudo o que eu fazia, se esperava algo melhor. Por que eu era inteligente. Quando eu fazia alguma coisa boa, eles queriam que logo em seguida que eu me superasse. Por que eu era inteligente. Quando eu me superava, eles achava que a superação não tinha sido grande o bastante.
Por que?
Por que eu sempre fui inteligente...
E nesses tempo de infância, fizeram uma pergunta que até hoje reverbera em minha pobre cabecinha. Foi mais ou menos assim.
"Oh filhinho, tudo bonzinho néh? huhuhuhu!!! Ai que criançinha tããããoo inteligente da titiaaa.... muithu inteligentizinhooo (sim, mesmo me achando inteligente, as pessoas me tratavam como tratam todas as crianças pequenas... como um retardado)... ohhhh... agora diz para a titia vai (essas minhas tias.. sei não...)"
"O que você vai ser quando crescer"?
Thaaaannn !!!! Than than thaaaaaannn !!!!!!!!!!!!!
Eis a pergunta... que me causa duvidas até hoje...
Afinal, o que eu queria ser quando eu crecesse?
Eu sabia, com certeza, o que as pessoas qeuriam que eu fosse quando e crescesse. Mas, o que o jovem eu queria? Aliás, será que, por volta dos meus dez, doze anos, eu queria alguma coisa além de usar meteoros de pégasus em minha casa, ou ser um Power Ranger?
Minha mãe, por exemplo, tinha um sonho comum de todo o pai. Ela queria que eu fosse jogador de futebol. Eu tinha bola autografada (de quem mesmo?) e tudo. Meu pai, por sua vez, queria que eu fosse advogado... Talvez ele achasse que eu levava jeito para contar mentiras... até hoje não sei por que... Minhas tias, por outro lado, variavam suas opiniões entre "rico" e "classe média-alta". As vezes até "ganhador-da-mega-sena".
Mas eu não sabia o que eu queria ser...
Esta pergunta ficou sem resposta por mais ou menos um mês, quando, num dia mágico, eu finalmente descobri, ao olhar para o espelho no meu quarto. Lá estava a resposta! Lá! Era aquilo que eu queria ser !!!
Logo corri para a minha mão, e, com um sorriso de canto a canto do rosto, declarei em voz alta:
"já sei o que quero ser quando crescer mamãe!"
- que meu filho? - perguntou ela
"vou falar para todo mundo hoje de noite"
E, na noite, todos estavam lá. Pai, Mãe, Irmã, Tio, Tias (eu tenho vááárias, mas só foram 2), e até uma amiga da família (tradução = penetra).
E lá fui eu, com um papel, numa cena que parecia mais com uma declaração presidêncial, ou talvez, com como se parecerá a dilvugação da descoberta da cura para o cancer.
Respração tensa... Olhares fixos... Ansiedade...
"Quando eu crescer..."
Excitação... Alegria... Receio...
"Eu vou querer ser..."
Medo... Festa... TODOS PRENDEM A RESPIRAÇÃO !!!....
"..."
"..."
"..."
"ALTO!"
................................................................................................
Bem, meu desejo não se realizou...
DROGA!!!!

criado por lecafard
11:08:18Para aqueles que acompanham o meu Blog a mais tempo, fica até mesmo claro que, nele, quem manda são as idéias do menino estranho.
As idéias. Não os sentimentos.
Aqui eu tirei um espaço para colocar tudo o que eu acho desta vida doida da gente, sabe? Dizer, com todas as letras, o que eu não poderia comentar sem receber represálias pesadas nem num debate de colégio.
E segui assim. Até hoje.
Mas hoje, eu vou fazer uma coisa diferente. Não muito, mas ainda assim, vou fugir um pouco do tema das idéias.
Neste momento, vou falar do que eu sinto.
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A pouco mais de duas semanas, este que vos fala, o menino estranho, estava namorando. Fixo. Pensando em como seria sua casinha daqui a 10 anos.
Mas, mesmo apaixonado, o menino estranho não deixa de ser quem ele é.
Ele não deixa de ser aquele que prefere morrer com a verdade escorrendo pela sua garganta, do que viver com uma mentira entalada no peito.
E o Menino Estranho estava mentindo. Para si mesmo. Para Ela, que era uma menina, uma mulher, tão boa comigo, que não merecia mal algum. Para todo mundo, enfim...
E, óbviamente, a mentira não conseguiu calar a verdade no coração do menino estranho.
(aliás, perdoem-me pelo discurso em 3º pessoa ^^ - num é plagio naum Emy, fique certa =D)
O menino estranho nunca traiu. Nunca. Por varios motivos, que variam da incompetência para esse tipo de coisa, até o fato de não ter a mínima vontade de fazer isso (pois, afinal, se a gente precisa de outro(a), p/ que ficar sempre com o mesmo?). E, graças a deus, continua a não ter traido.
Não foi esta a mentira.
Foi pior. Muito Pior.
Por que o Menino Estranho era apaixonado por ela. Muito. Terrívemente. Achava que 1:30 h em pé num ônibus não era muita coisa para vê-la. Era só levar um livro, que tava tudo certo. Também adorava ouvir Roupa nova com ela (mesmo tendo ouvido pouco) não por que gostasse, mas sim por que era ela. Era louco por seus chiliques e adorava seus gostos.
Mas, ainda assim... era só paixão....
E aí estava a metira.
Pois ele e ela... queriam amor.
E ele tentou. Deus é testemunha... ele realmente tentou....
Mas... amor... ah... não é hora para falar sobre o amor.... Uma coisa tão estranha quanto extensa e dúbia.
O que me resta dizer é que o Menino Estranho sabia a verdade, como sempre sabe a verdade, sobre si mesmo. Sabia de sua paixão, e como conhecia a paixão de longa data, sabia o que aconteceria. Sabia do futuro frio do relacionamento, do distanciamente gradual, e por fim, uma separação gelada e afetada pelo ressentimento.
E sabia que ela não mereçia isso. Ela ainda não havia passado por isso... Não como ele....
Então, indo de encontro com toda sua crença e desgosto por términos e decepções, ele fez uma escolha.
Escolheu a raiva de agora, para que não existisse ódio amanhã.
E o menino estranho fez o que nunca havia feito. Acabou um namoro.
Lágrimas. Raivas. Perguntas. Tentativas de respostas. Antes de tudo começar, o Menino estranho já sabia que começaria, como continuaria e como terminaria.
Sabia de tudo. Menos uma coisa. Uma coisa que o faz ter dificuldade de dormir hoje, e o faz sentir culpado sob o sol.
Ele não sabia como iria se sentir depois do fim.
E ele descobriu.
Ele estava bem.
E isso o pertubava muito. Pois parecia ser obrigatório ficar mal! Ele tinha que ficar mal!!! Não era possível que fosse insensível o suficiente para não sofrer horrores por causar dor a outra pessoa que gostava tanto....
Mas o Menino Estranho estava em paz...
E se sentia culpado por não se sentir culpado...
Triste por simplesmente não se acabar em tristeza!
E nãoconseguia se culpar... Pois sabia que tinha feito o certo... e o abatimento corria por seu corpo e logo ia embora...
E, desde então, a verdade ficou presa dentro de um coração com medo do que pensariam ao saberque não derramou uma lágrima sequer, que não pediu perdão aos céus por seu crime...
Tudo isso até hoje...
E, na frente de seu computador... As portas da madrugada... Aí estava sua escolha... deletar tudo que foi escrito, e continuar sua vida, normalmente? afinal, ninguém se sentiria melhor ou pior depois de publicar este texto!
A não ser eu...
Ou publicar?! dizer a verdade... Pricipalmente a si mesmo! dizer que acredita que não fez nada de errado, e que assim é a vida que escolhi ter....?
Ei aqui minha resposta....
Obrigado pela paciência ^^
e perdão, pelo meu egoismo ....

criado por lecafard
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