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Começo a perceber que eu devo viver num mundo paralelo a da sociedade.
Bem, se eu vivesse no mundo real, com certeza meu blog não se chamaria "blog do menino estranho". Mas, enfim...
Acaba de me ocorrer que, todas as pessoas que eu conheço, COM CERTEZA tem algum tipo de Ismo ou de Ite. Radicalismo. Feminismo. Machismo. Realismo. Ceticismo... doenças do cotidiano que nos afetam de formas tão sutis, tão disfarçadas, que invariavelmente sempre recorremos ao "mas eu sou normal !!"
Normal... Que palavra hã?
e os ismos, hoje, começam a ser acompanhados por doenças de ites. Artrites. amidalites. gengivites. hepatite. Stress (tá, esse não tem ite)
tá. o que estou querendo dizer?
Estou querendo afirmar que a vida social comum a todos nós nos está prejudicando sutilmente, ao mesmo tempo que estas doenças sociais refletem diretamente em nossos corpos.
E por que estou dizendo isso?
Por que, depois de uma semana, eu percebi que só começei a melhorar desta doença quando eu relaxei de tudo que me estressava.
Conincidência? Eu acho que não....

criado por lecafard
17:55:17O racismo existe.
Você pode não ver, achar que está tudo bem, ter um chefe negro, e etc, mas o racismo ainda está aí. A nossa porta.
Porém, o racismo, assim como tudo mais que nasceu antes do século passado, toumou novas formas. Hoje, o raciso é lobo em pele de cordeiro. E este lobo tentou me comer.
A história foi assim:
Eu estava num evento beneficiente de minha cidade, a um certo tempo, quando foi sugerido por um certo número de pessoas dar um presente de dia das crianças para as crianças carentes do prjeto. Eu aceitei. Tudo bem até aí.
Um pouco antes do dia das crianças, eu ainda não havia comprado um presente a minha "filha adotiva", uma linda jovenzinha negra, de 12 anos de idade, e fugida de casa por maus-tratos. Saí, passeando com dois colegas da ONG (lógico que era uma ONG... onde ja se viu prefeitura ou governo do estado fazer alguma coisa por crianças carentes?), que, por um acaso, que nem eu sabia, não se batiam...
Achei uma boneca, bonitinha até, mas a colega nº1, defensora afincada dos direitos dos afro-descendentes, olhou com uma cara estranha p/ a boneca, e disse:
"Essa não! Pega aquela outra!!!"
Pensando que talvez ela tivesse vvisto qualquer defeito no brinquedo que eu não havia notado, logo peguei a outra. Eram exatamente iguais, com apenas um mísero detalhe. A que eu tinha pego era branca. Essa, negra.
Bem, tudo bem né? Nada a ver, as bonecas eram bonitinhas, e eu achava que a menina ia se divertir.
Eis que o colega nº2, um liberal intelectual, pergunta, com uma cara igualmente estranho:
"por que essa e não aquela?"
então, a nº1 salta:
"Ué. Por que essa ela deve gostar mais!"
o nº dois, coloca, como quem coloca veneno escondido no copo de um adversário, sem chamar a atenção, a frase:
"Mas as duas são a mesma coisa"
A qual, a n°1, caindo no golpe, revela:
"Não são não. Essa é negra."
Taí.
Eis o que esta engasgado em mim até hoje. Qual a diferença?
perguntei isso lá. Me arrependi logo depois.
"Poxa cara! - fala a nº1 - É lógico que essa boneca é mais bonita! Olha a corzinha dela! A mocinha vai amar!"
E o nº 2, começa a maldita e predefinida discussão:
"Ei! Nada a ver!!! A boneca branca é tão bonita quanto!!!"
Aí, começou a discursão. A nº1 começou com um papo anti-racismo, que o n° 2 não sabia como a vida da menina era, quais os problemas que ela passava por ser de cor, que deveria aprender a ter orgulho da cor, etc etc...
O nº 2 falava que pensar que dar uma boneca de uma cor ou de outra não afetava em nada, que esse papo da nº 1 era muito radical, que ela queria era um apartheid dos brancos, e por aí vai...
E eu no meio.
Encucado... pois eu não estava entendendo o porque da discussão.
Tipo, as duas bonecas eram bonitas, as duas bonecas estavam em boas condições, não importava qual fosse, a menina que ia receber, ficaria hiper feliz, enfim, tudo para a garota daria certo...
até que eu entendi.
Eles não discutiam pela menina. Discutiam por si mesmos.
A nº1 entendia que qualquer pessoa da "raça negra" - o que, hoje, eu considero uma definição um tanto quanto absurda, dizer que alguém pertençe a uma raça! Se tem alguma raça no mundo, é a humana, ora pois. - não pode se "manter distante das raizes"... O que, de uma certa forma, me fazia lembrar, sim, um apartheid, onde os brancos não queriam se misturar com a cultura negra.... e tudo aquilo saindo da boca da nº1
E o º2, coitado, parecia viver no castelo da xuxa, onde tudo é lindo e maravilhoso, os duendes correm livres, os passaros piavam maravilhosamente e cantavam canções da branca de neve, e que o racismo era apenas uma história didática de terror....
E ninguém lembrava do real motivo de comprar a boneca... que, não era por orgulho de raça, de fazer ela entrar em maior contato com um mundo miscigenado de ou qualquer coisa do gênero...
Era só uma boneca...
E aí vive nosso preconceito. Hoje, somos raças. Somos todos culturas e preceitos que, apesar de se enxergarem mutuamente todos os dias, tem medo de se misturar para não se contaminar, um com o outro... Não importa em que cultura seja procurada, essa vai ser a verdade.
Temos racismo com a própria raça humana. Nós não conseguimos mais viver bem conosco. Então, ou:
a) viramos radicais, e atacamos de frente qualquer coisa diferente ou que não nos convém; ou
b)Ficamos numa redoma de vidro, rezando para que seja forte o suficiente, para que, depois que o mundo se destruir, nos possamos colocar nossas cabecinhas do lado de fora, e viver no que sobrar.
...
Que coisa "^~^
....
e caso você se pergunte oq ue eu escolhi no final...
na dúvida...
...
Eu comprei um livro ^-^

criado por lecafard
20:26:32Eu sempre olhava para o céu, esperando ver aquela estrela, que lá estava, desde que nasci, até o dia em que uma verdade me atingiu, de forma tão brutal, que eu me recusei a acreditar.... Queria que fosse mentira... de qualquer maneira....
Um dia, sem mais, sem menos, sem talvez nem beijinhos, minha estrela sumiu... se foi.... seu local de origem não estava mais lá....
Meu sofrimento se restringira a apenas saudade e solidão, se um dia não tivessem me dito a seguinte verdade...
"a luz das estrelas é incrívelmente rápida, mas por elas estarem tão distantes da terra, no percebemos essas luzes muito depois delas brilharem. Provavelmente uma estrela que vemos hoje já se extinguiu a décadas, e só notarems seu desaparecimento neste tempo."
A realidade...
é que a estrela... que eu tanto amava.... que eu tanto tinha convicção que me amava também...
Nunca esteve lá.
Que tudo o que eu acreditava era apenas um joguete de minhas percepções.
que todos aqueles brilhos foram para outra pessoa, em outra época, em outro século...
Então... como eu posso, agora, acreditar no céu?
Como eu vou acreditar num sol? Se... nem sei se ele está lá...

criado por lecafard
11:34:08Um pequeno conto, de um momento inspirado... apreciem ^^
Ele vivia lá.
Ela vivia aqui.
E, entre os dois, um universo.
Eram dois pontos, que nunca havia se visto, se tocado, mesmo sabido ou se importado da existência um do outro.
E um dia. O Universo diminuiu. Desapareçeu. Se movimentou, ou modificou.
E os pontos se tocaram. Se viram. Souberam da existência um do outro. Ainda mais. Se importaram que os dois existiam, no mesmo universo.
E o universo, torturador que é, ou apenas um brincalhão incompreendido, novamente se modificou. Se movimentou. Cresceu. Enfim, apareçeu. Apareceu, de surpresa, como naquelas brincadeiras sem-graças-engraçadas, para dar "Bú", e separar os dois pontos, naquele universo imenso.
Mas agora nada mais importava. Pois os pontos só queriam estar no local onde achavam que sempre deviam ter estado. Do lado, um do outro.
E, lá seguiram. Ele de lá. Ela daqui. Seguiram para se encontrar. E inúmeras vezes, não se sabe se por influência do destino (este sim, um sujeito chato, por muitas vezes tirano) ou se por mais brincadeiras da Coincidência (moleque levado, porém inocente), por várias vezes passaram um pelo outro, se chamando sem se ouvir, chegaram em suas casas e só ouviam a resposta: "ela(e) foi te procurar"
E sempre assim acontecia. Ou um estava no luagar que o outro saira, ou virce-versa (portanto, a mesma coisa).
E o universo, achando graça em tudo, mas logo vendo que a piada não ia durar, fez seu último movimento.
E sumiu novamente. Diminuiu. se movimentou, ou se modificou.
E os pontos, de lugares tão distantes do universo, se reuniram novamente.
E alegria! Pois os pontos, sabiam que tudo estaria bem! Que eles, agora, juntos, seguiriam por sua linha, ou se não tivesem uma, criariam uma! Nada mais importava, pois os pontos, contrariando todas as lógicas do universo, destino, coincidência (se bem que esta não tem lei, apenas regras prontas para serem quebradas), e, enfim lá estavam.
Porém, o que os pontos não sabiam, é que, acima de todos, o tempo os observava.
E, triste como o pai que era, porém consciente, como o sábio que era, sabia o que viria em seguida.
E, os pontos, em seu meio caminho de criar sua própria linha, também viram, ao olhar para os lados e perceber.
Viram que o universo não existia, de fato.
Não quando eles não acreditavam.
O universo era uma daquelas crianças "sanfonas", que cresciam enormemente quando lhe davam comida, e pareciam sumir, quando estavam de dieta.
Portanto.
O universo, entre eles, era alimentado por eles.
Por suas crenças que existiam pelas suas diferênças e distâncias.
E então pararam. Pararam a linha que faziam. Olharam um para o outro. E se perguntaram.
"Alimentaremos esta criança, este universo, esta distância, de novo?"
"No separaremos por nossa intolerância por nós mesmos?"
O romantismo e seus corações diziam uma coisa.
Mas, a realidade, fria e sólida como uma rocha, já os acertava.
E lentamente, antes que um respondesse qualquer otimismo, falso ou não, ao outro, surgiu, como se por resposta, uma distância entre os dois. Uma distância maior e maior. E embora os dois gritassem contínuamente que não queriam se afastar, não tanto um para o outro, mas sim, para si mesmos, a resposta gritava, óbvia.
Não.
E só.
Ambos não acreditavam, um no outro, e nos dois, respectivamente. Pois o Tempo sempre passava por eles, por suas andanças, e a cada passage, os indicava o que realmente queriam, e como estavam longe de um ponto que mal conheciam, e não sabiam se queriam de fato.
Enfim, ao conversar com o tempo, ambos mudaram.
Não para melhor ou para pior, não completamente.
Mas mudaram.
E, daí, surgiu novamente o universo. A distância. A diferênça.
Hoje, os dois se cruzam, nas infinitas linhas que cobrem a vida. Se comprimentam, como dois pontos amigos. Mas sabem que jamais se conheceram, realmente.
E, toda a noite, se remoem com aquela pergunta maldita, triste, sem nexo, que atormenta todos os pontos que deixaram algo para trás.
"E se...?"
E logo apagam suas luzes, ligam seus ar-condicionados, e dormem, sonhando com um passadio que nunca aconteceu, um futuro que nunca acontecerá, e fugindo, um momento, da realidade.
Mas não importa.
Pois na verdade são apenas pontos. Uns dois pontos, por aí.
E quem se importa com o que dois pontinhos possam sentir ou pensar?

criado por lecafard
19:13:48Olá pesual, hoji eu vim falar sobri uma coiza qe me imcomoda muitu.
Ezta coiza, é a buriçe =(...
Muitaz pesoas si vamglorião por qe tiverão uma eduqaçao priviéliada, que têm capácidadi de assoletrar e esplicar o cunceito di todu o dissionário michaellis (praticamemti un pedaçu de cronquetu tiradu du chaum), ou mezmu aplicah contaz enormis sem ájuda ninhuma.
Maz, pra min, iztu nãum é inteligência. Isto é apenaiz cunhecimentu!!!
Muitaz deistas meizmas pesoas, goztão muitu de demonztrah ezti conhiecimentu na frenti de outraz, apenaiz para demonztrah poder sobri az outras. Apenaz para afirmah qui sabeim maiz, e que deveim ser maiz rezpeitados que az outraz pesoas.
ISÇU SIM, é buríçe!!!
Apenaz porqe uma pesoa é menuz letrada, teim uma formaçãum menor ou maiz umilde, ou mezmu se ezta pesoa escriver ou falah de uma forma deferenti da uzual, da normia culta di linguageim, nada dissu faiz com que ela sejia burra, ou menuz inteligenti do qui qualquer otra pesoa!
Buriçe, nãum é ter menuz conhiecimentu. Buriçe naum é erar uma normia, sem au menuz saber qual ela é, e do qui si trata.
Buriçe é saber o que nãum é coretu em uma situaçaum, e fazeh meismu asim! Insiztir num erru di forma inútiu, apenaiz por quereh.
Idiotisse é tentar doubrar otras pesoas por intimidaçaum, quando a amizade e un pididu educadu são muitu maiz efecientis.
Estupideiz é se axar superioh a outras pesoas apenaiz pur saber algumaz regrinhaz a maiz de portugueiz, ou pur ter mais condiçoeins di vida!
Maiz, enquantu vuçe sabi tantu cunjulgar normias de portugueiz, e faiz equaçauns de milésimiu grau sem caulculadoria, aquele sonhor que tein dificuldadi em iscrever o própriu nomi, e não sabi contar u trocu é o anju qui pranta tua cumida, faiz a tua cama, ou soldia um boum aliçerci pra a tua casa.
Sein ele, tu pasava fomi, dormia cum friu, e num tinhia casa! Ta pocu ou quer maiz?
Purtantu, não menozprese-o!!!
Nãum sejia burro!!!
duuuhh!!! quer ser burro que nem ele?
p.s.: Espero que vocês tenham sacado o que eu quis fazer ^^
mas tenho certeza que sim... todos vocês são pessoas inteligentes =P
bye xD

criado por lecafard
20:43:17