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criado por lecafard
23:06:29Era uma vez... não, melhor começar de novo...
Não era uma vez, um ser, uma criatura, um algo, um não-algo, chamado Natti.
Natti existiu, nasceu, cresceu, se reproduziu, riu muito, e ainda passeia por aí, entre tudo e todos.
Natti não é homem. Muito menos mulher. Natti é Natti. Se existisse outro(a) como Natti, seu nome de espécie seria nNatti, e seu nome de indivíduo, outro, poi o Nome Natti já tinha dono.
Portanto, Natti, era, é, sempre foi, sempre será, mesmo quando o ser/estar não existir mais, Natti. Dois "tês", sem agudo no "i".
E, a partir de hoje, sempre que eu souber, sempre que me lembrar, ou mesmo quando não tiver nada me impedindo (ou tudo) eu vou escrever a história de Natti. Pois Natti me ajudou, e agora eu ajudo Natti.
E assim aconteceu:
No princípio, tudo foi criado. No princípio que nós conhecemos, mas ainda assim, um princípio.
Em centenas, milhares, milhões, e agora, bilhões de anos se passaram para que se existisse um mundo. E pessoas,, animais e coisas nesse mundo.
E foi mais ou menos entre a data do início e do agora, Natti surgiu.
Primeiro Natti existiu. Por que para algo existir, basta existir. Mesmo que você não acredite, o que existe existe. Ponto.
Após existir, Natti viveu. Não sabe como viveu ou existiu, mas sabe que aconteceu, pois foi seu princípio, como todos precisam de seus princípios.
Então, sem mais nem menos, não se sabe de onde, nem quando, Natti nasceu.
Nasceu ao lado de um ser também sem precedentes, que, ao contrário de Natti, sabia seu princípio, seua existência, e sabia a importância dela, embra ninguém mais saiba, e ele se delicie com risadas graciosas, mas cheias de desdém, de quando confabulam sobre como Ele teve início.
Então, olhando para este ser, Natti simplesmente perguntou:
- Onde estou. -
E ele respondeu - está num mundo que criei, com seres que criei, e coisas que fiz.
Natti o observou apenas por um segundo, e perguntou novamente:
- Você me fez? -
Ele respondeu:
- Sim -
Natti Perguntou:
- Fez a tudo e a todos, e qualquer coisa a mais?
E, novamente, Ele disse, com simplicidade e um certo orgulho de sua genialidade:
- Óbviamente -
Então, a despeito de tudo, todos, e qualquer coisa, Natti fez o que ninguém mais faria, mas fez apenas pois nada mais conhecia ou sabia, e, portanto, não se importava. Ele, perguntou de novo:
- Porque? -
Ele ficou calado, pois mesmo sabendo que seria perguntado sobre isso, não acreditara.
- Por que, afinal de contas? - Repetiu Natti.
- Por que, fiz a perfeição. Por que quis. Por que... sim! -
Natti o olhou, como que olha para uma criança incrívelmente talentosa que não tem nenhum uso para seu talento:
- Então, você não sabe? -
Ele olhou para Natti, querendo falar mil coisas, todas sábias e inteligentes, dar mil motivos, todos justos, e, talvez, mil castigos por sua insolência. Mas, viu uma verdade naquela pergunta que o fez hesitar. Uma pergunta que, desde o início, ele havia feito a si: Por que? Por que ele havia criado tudo, daquela maneira, forma, textura, se de inúmeras outras combinações daria certo do mesmo jeito.
E compreendeu que não sabia.
E emtão, Natti, levantando-se, olhando para ele de uma forma que ele nunca tinha sido olhado. Com compreensão no rosto.
Então falou:
- Então, ja sei para que me criou. Para descobrir, não é?
Na verdade Ele havia feito Natti como havia feito todas as coisas. Não sabia para que, até que tivesse feito. Mas então, como havia criado, finalmente compreendeu. Para isso também.
Então, Natti se levantou. Levantou e caiu, até aprender a ficar de pé. Depois aprendeu a andar. E então falou:
- Então, se nada mais vou fazer, vou tentar compreender, paa você, por que fazer isso. -
E foi...
Mas antes de ir, falou.
- Mas, por favor, pare de criar as coisas assim. Sem pensar.
Ele perguntou, Ávido: "por que?"
- Por que quando você não pensa ao criar, normalmente o que você qria não pensa. -
e dito isso, Natti se foi.

criado por lecafard
16:15:33Hoje eu quis ser criança...
Voltar, sabe?
Voltar para aquele tempo... em que minhas maiores preucupações eram o velho do saco e o bicho papão, e se eu ia perder o novo capítulo dos cavaleiros do zodíaco...
Voltar a plantar feijões em algodão...
Fazer barulhos divertidos com a boca e não entender por que ninguém se abaixa quando eu atiro com a minha arma "leiser" imáginária...
Queria voltar a ver crianças sorrindo para mim....
Quis voltar a pintar com o dedo, sujar a camisa e rasgar a calça, afinal criança tem no mínimo a obrigação de se sujar pelo menos uma vez...
Tive vontade de me empanturrar de brigadeiro e não me preucupar com glicose, pressão ou gosrdura trans (não que esteja tão ruim assim, caaalma...)
Hoje quase morri de aflição por não poder pular em cima da cama sem quebrar...
Senti a saudade de quebrar um brinquedo, e descobrir um novo segredo só meu do mundo...
Queria voltar ao pega-pegou, polícia-e-ladrão, esconde-esconde e demais brincadeiras com hífens... Quem sabe eu não aprendia a rodar pião desta vez?
Eu queria poder voltar aquele tempo... onde eu podia ser feliz mostrando um sorriso... e só sorria quando era feliz...
E isso tudo porque eu assisti de novo o filme do Alladin, da disney, comi raspa da massa do bolo da bacia, antes de estar pronto, e abracei minha mãe em cima da cama dela...
ai... que dia bom ^^
"Mas amanhã tem aula =/

criado por lecafard
02:18:38Nesta semana, eu estava passeando com minha mãe, em mais uma tentativa frustrada de manter a minha forma (de tonel, só se for) em dia, e, do nada, encontramos uma velha conhecida da família (tradução: amiga da mãe, estranha ao filho).
No meio da conversa eu me lembro de um fato interessante sobre a mulher.
Um dia, quando criança, ela tinha tido o displante, a coragem de perguntar:
"Ô nene, quem você ama mais, sua mãe, ou seu pai?"
Francamente! Depende de quem ta junto, né? Pelo menos, assim deve ser =p
Esses tipos de perguntas... meu deus... como pode !?
Não é bem a resposta em si (que, para mim, não existe), mas sim a pergunta!
Afinal, como se mede isso? Que calculo você usa para definir se gosta mais da mãe do que do pai, ou o inverso?
Perguntas que sigam essa linha são absolutamente estranhas para mim, (para não falar absurdas) e tento ao máximo não me meter nessas enrascadas... tipo:
"Você gostou mais da sua ex ou de mim?" perguntaria uma namorada.
Pelo amor de deus! Como ela faz isso agora???
A etiqueta manda eu apressadamente dizer que é ela, e abraçá-la, beijá-la, etc, etc...
Como para mim, a única etiqueta gravada na minha mente é a da última roupa que eu comprei ou costurei (francamente, eu sou um desastre em relacionamentos amorosos), eu simplesmente parei e pensei por um momento.
AHF!
Obviamente, este comportamento de um jovem que tinha apenas o interesse de tentar saber se era possível responder com alguma sinceridade tal pergunta, resultou em uma briga, choros, separação, e uma ainda hoje ex rancorosa.
E todos (até hoje) me martelam dizendo:
Ah [menino estranho] tu devia ter falado a resposta certa!
e eu: certa? como ia saber se era certa? e se eu gostasse da outra mais? como saberia?
E respondiam: Mas tem que falar o que ela quer ouvir!!!
E, por fim, a minha resposta final: Então ela que não diga o que eu não quero escutar!!!
Mas, afinal, por isso hein?
Pra que essas comparações? Um ou outro? Quem é mais! Quem foi aonde porque !!!
eu hein.... daqui a pouco eu imagino as pessoas, homens e mulheres, num vestiário, afirmando um(a) para outro(a):
"Ah, o meu namorado(a) me ama mais que o(a) seu(sua)."
aiai.... que coisa... é concurso é?
Portanto, cabe apenas falar qual foi minha resposta a tal simpática (e ainda estranha) senhora que me fez esta boníssima pergunta:
" A senhora vai querer um gráfico, ou eu tenho que explicar tudo por forma empírica?"
E nem imaginem o que aconteceu quando minha mãe perguntou de quem era a melhor macarronada, a dela ou da minha tia =/

criado por lecafard
02:03:14Você já percebeu quantos vícios você tem hoje, na sua vida?
Namorar, comer, beber, chocolate, trabalhar, correr, olhar para o relógio, xingar o computador ... tantas coisas que, sem percebermos, começa a tomar mais tempo de nossa vida, de nossa mente...
E, no final, tomam conta de tudo!!!
Não sei o que acontece, mas os vícios chegaram a um outro patamar! Agora, qualquer coisa pode ser vício! Desde o simples fato de pentear o cabelo, a toques (transtorno obssessivo compulsivo) de ações que realmente podem destruir nossa vida (como escrever num blog xD), a partir do momento que experimentamos, estamos fadados a cair na terrível rede do vício, da compulsão.
E fica cada vez mais complicado de aceitarmos esse fato! Meu Deus, eu mesmo demorei cerca de seis meses para me convencer que tinha realmente um exagero na forma que eu comia! Não que eu coma muito, mas eu tenho um vício (triste) de comer quando estou deprimido ou nervoso. Agora, a não ser que eu tenha muita força de vontade, eu simplesmente posso ir a falência apenas num acesso de tristeza, gastando todo meu rico (e pouco) dinheirinho comprando um punhado de guloseimas =/
E fica mais complicado quando entendemos que nós mesmos alimentamos estes vícios =(
Somos nós que, ao invés de tentarmos entender POR QUE queremos tanto aquele maldito chocolate imenso na vitrine, apenas lidamos com quanto tempo vai levar para obte-lo. Somos nós que, ao invés de tentar entender se REALMENTE EXISTE a necessidade de terminar aquela milésima fase do jogo, enquanto estamos uma hora atrasados para o colégio, apenas necessitamos saber se vamos quebrar nosso próprio recorde ou não.
Nós simplesmente não paramos para observar a nós mesmos!
Ficamos estáticos, e esta é a verdade. Em um mundo onde é tão fácil conviver (e viver) vícios, acabamos caindo de cara para eles, sem pudores, sem vergonha! As vezes é bonito!!! É bonito ser chocólatra! É bonito ser bombado. É bonito ser carente. Não para todos, mas no lugar certo, passa a dar destaque as pessoas.
E, acabamos nos convencendo que é melhor assim... Deixar-se virar um viciado...
Viciado pelos vícios!!!

criado por lecafard
01:36:08